28 leituras depois… estas ficaram em mim.
Costumo dizer que não leio só com os olhos. Leio com o coração.
Gosto de livros que me tocam de verdade — às vezes porque me reconheço neles, outras porque me mostram coisas que ainda não sabia sentir.
Este ano já li 28 livros. E, de todos, há alguns que ainda me fazem parar, pensar, sorrir ou doer.
Deixo-vos aqui o meu top de leituras até agora. Não é um ranking. É uma espécie de abraço.
💔 “When Haru Was Here” – Dustin Thao
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Uma história de perda e luto, contada com delicadeza e vazio. Fala sobre ausências e despedidas, mas também sobre como o amor pode resistir até no silêncio. Um livro que se lê com um nó na garganta… e fica.
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🌈 “Quinze Dias” – Vitor Martins
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Leve, honesto e necessário. Um YA LGBTQIA+ que representa com verdade o que é crescer sentindo que não se encaixa. Ri, emocionei-me e vi muito da adolescência que nunca tive coragem de viver como devia.
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🙏 “Guia para Lésbicas num Colégio Católico” – Sonora Reyes
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Mais do que um título provocador, este livro é um grito de identidade. Uma protagonista forte, com dúvidas reais, que desafia tudo o que esperavam dela — com coragem, humor e amor. Um dos mais importantes do ano.
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🐉 “A Casa do Mar Cerúleo” – TJ Klune
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Uma fábula moderna, cheia de magia, empatia e inclusão. Este livro foi como um abrigo: quente, acolhedor, cheio de personagens que não se encaixam... e que encontram o seu lugar. Adorei cada página.
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🌳 “Nem Todas as Árvores Morrem de Pé” – Luísa Sobral
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Poético, comovente, cheio de silêncio. Um livro português que fala de perda e resistência com uma linguagem bela e dolorosa. Foi daqueles que me fez sublinhar frases, parar, respirar.
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🥬 “O Hospital de Alfaces” – Pedro Chagas Freitas
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Talvez o livro mais intenso que li este ano. É cru, é vulnerável, é cheio de frases que nos rasgam. Senti que o autor estava a escrever com as vísceras — e, de certa forma, isso fez-me ler com as minhas.
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🏙️ “Apartamento em Crise” – Bruno Leão
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Engraçado, atual e com um toque leve de caos. Fala sobre amizade, habitação, identidade LGBTQIA+ e juventude urbana com humor e ternura. A escrita do Bruno é delicada e muito visual — adorei.
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E agora?
Ainda faltam muitos livros este ano. E sei que mais histórias virão para mexer comigo — para me fazer rir, chorar, pensar ou escrever.
Mas, por agora, estes sete moram comigo.
E quando fecho os olhos, ainda consigo ouvi-los a sussurrar.
Se já leste algum deles ou queres sugerir outro, deixa nos comentários. Adoro partilhar leituras com quem lê com o coração.
Com carinho,
Nelson Pradinhos
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