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Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Qui | 31.07.25

A Palavra é de Sérgio Godinho — Feira do Livro do Porto 2025

Nelson Pradinhos

Jardins do Palácio de Cristal | 22 de Agosto a 7 de Setembro

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Neste verão, a Feira do Livro do Porto celebra um dos nomes maiores da cultura portuguesa: Sérgio Godinho. Nascido no Porto em 1945, o cantautor, escritor, ator e poeta será a figura de destaque da 12.ª edição da feira, que decorre de 22 de agosto a 7 de setembro, nos emblemáticos jardins do Palácio de Cristal.

A homenagem acontece no mês e ano em que o artista completa 80 anos, com o dia 31 de agosto — data do seu aniversário — a ganhar naturalmente um brilho especial neste festival literário. Não se trata apenas de celebrar uma carreira, mas de enaltecer um percurso profundamente ligado à palavra, à liberdade, à crítica e à ternura.

Depois de outras edições que homenagearam nomes como Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís ou Eugénio de Andrade, este ano a cidade volta a centrar-se numa figura que, mais do que poeta urbano, é voz de várias gerações.

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Com um programa cultural vasto, a FLP 2025 voltará a integrar debates, oficinas, sessões de autógrafos, apresentações de livros, concertos e performances, onde se espera que a obra multifacetada de Sérgio Godinho esteja presente — da música à literatura, da resistência à esperança.

A Feira, tal como nos anos anteriores, contará com dezenas de editoras, livrarias independentes e autores portugueses e internacionais. Será um espaço onde o livro se encontra com as pessoas, mas também onde a cidade celebra a sua identidade cultural.

 

Vemo-nos por lá?

Com livros e emoção,
Nelson Pradinhos

 

Site

Ter | 29.07.25

Portugal em chamas. E o que arde não é só floresta.

Nelson Pradinhos

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Mais uma vez, o verão traz consigo uma dor já conhecida — o avanço brutal dos incêndios pelo nosso país. São hectares e hectares de natureza a desaparecer, vidas humanas em risco, animais encurralados, memórias a serem consumidas pelas chamas.

Cada árvore que arde é tempo perdido. É sombra que desaparece. É oxigénio que se esgota. É casa para centenas de seres vivos que deixam de ter onde viver. E com ela, arde também a tranquilidade das populações, o esforço de uma vida inteira, o medo que fica depois de o fogo passar.

Este não é só um problema ambiental. É humano. É emocional. É estrutural.

É também, muitas vezes, um problema de negligência e irresponsabilidade. São fogueiras mal apagadas, queimadas ilegais, cigarros atirados pela janela do carro, atitudes que, por descuido ou desrespeito, têm consequências trágicas. E ainda mais grave: há quem, de forma criminosa, continue a atear fogos intencionalmente. Atos como esses não são apenas crimes ambientais — são ataques diretos à vida, ao futuro e à dignidade de todos nós.

É urgente olhar para a prevenção com seriedade. Não podemos continuar ano após ano a reagir em vez de antecipar. Precisamos de investimento real em reflorestação consciente, limpeza de terrenos, proteção civil local e educação ambiental nas escolas. Precisamos de políticas públicas que não deixem as zonas rurais ao abandono.

E precisamos, acima de tudo, de empatia. Com os bombeiros que dão tudo. Com as famílias que perdem tudo. Com os animais que fogem sem rumo. Com as pessoas que veem o céu pintar-se de fumo e sentem que o mundo está a ficar mais pequeno, mais frágil.

Portugal está a arder. E enquanto houver silêncio, descuido ou indiferença, estaremos todos a arder com ele — talvez não com chamas visíveis, mas com a lenta destruição de tudo o que nos liga à terra, à memória e ao futuro.

 Que este texto seja um apelo: à responsabilidade, à solidariedade e à urgência de cuidar do que ainda podemos salvar. Porque proteger a natureza é proteger a vida — e a vida não se apaga.

 

Nelson Pradinhos

 

Sab | 26.07.25

No Dia dos Avós... até a Hilda Maldita merece um abraço! 🎃

Nelson Pradinhos

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Hoje celebra-se o Dia dos Avós — esses seres mágicos que, com ternura (e às vezes umas travessuras!), enchem as nossas vidas de histórias, amor e ensinamentos que ficam para sempre.

Em Camila e a Aventura no Dia das Bruxas, conhecemos a avó Hilda Maldita — uma bruxinha com um nome assustador, mas com um coração que, no fundo (bem no fundo!), talvez esconda algo mais do que feitiços.

Porque todos sabemos: os avós têm o poder de transformar os nossos dias — com uma sopa mágica, um colo quente, ou até com uma gargalhada inesperada.

A Camila descobriu que nem tudo é o que parece… e que até as bruxas mais maldispostas têm segredos no coração.

Neste dia especial, o meu livro é também uma homenagem a todas as avós e avôs — reais ou encantados — que fazem parte das nossas vidas. Aos que ainda estão connosco, e aos que já vivem no nosso coração (como os meus, que guardo em sorrisos antigos e em fotografias cheias de ternura).

Porque ser avó ou avô é o mais poderoso dos feitiços: aquele que nos faz sentir amados, mesmo à distância.

🧹💜 Feliz Dia dos Avós! E cuidado… a Hilda Maldita pode aparecer para um abraço!

 Nelson Pradinhos

 Disponível no site  www.meialonga.pt, Bertand, Wook e no Google Play Books

 

Sab | 26.07.25

As Fotografias Que Guardam os Meus Avós

Nelson Pradinhos

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Hoje celebra-se o Dia dos Avós. E, para mim, essa celebração tem um sabor agridoce.

Os meus avós partiram quando eu e a minha irmã éramos ainda muito pequenos. As memórias que tenho deles não vivem exatamente na minha cabeça, mas sim nas páginas de álbuns antigos que os meus pais guardam com carinho. São essas fotografias que me ligam a eles — a esses dois pares de braços que, mesmo por pouco tempo, me seguraram com ternura.

Sempre que olho essas imagens, vejo sorrisos. Não só os deles, mas o meu — enorme, despreocupado, verdadeiro. Há algo mágico em ver o nosso "eu" de criança feliz ao lado de quem já não está. É como se o amor que recebemos, mesmo que breve, tivesse sido suficiente para deixar raízes.

Não me lembro das conversas, das histórias, nem do toque. Mas lembro-me da sensação de segurança e da forma como os meus pais nos falam deles: com saudade e com um brilho nos olhos. E isso também é memória. Também é herança.

Neste Dia dos Avós, celebro esses sorrisos congelados no tempo. Celebro o amor que, mesmo silencioso, continua a viver dentro de mim. Celebro o facto de que, ainda que a vida não nos tenha dado tempo suficiente, o amor nunca teve prazo.

E penso em todas as crianças (e adultos) que, como eu, têm avós apenas nas molduras da casa ou nas histórias que se contam ao jantar. A ligação permanece. Porque o afeto não morre com o tempo. Ele transforma-se — em saudade, em valores, em gestos que repetimos sem perceber.

Hoje, deixo aqui um abraço a todos os que, como eu, guardam os avós em fotografias e no coração. E um abraço ainda maior aos avós que ainda caminham connosco — que contam histórias, que oferecem colo, que plantam memórias.

Que nunca deixemos de agradecer a quem nos ama antes mesmo de sabermos falar.

 

Nelson Pradinhos

Sex | 25.07.25

Um guia para seres tu próprio: “The Mental Health Guide for Cis and Trans Queer Guys”

Nelson Pradinhos

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Num mundo onde os homens queer ainda ficam um pouco de parte no que toca a cuidados de saúde mental, o livro escrito em inglês “The Mental Health Guide for Cis and Trans Queer Guys: Skills to Cope and Thrive as Your Authentic Self“, do psicoterapeuta Rahim Thawer, surge como um recurso oportuno e encorajador. Publicado no âmbito da colecção Voices for Change da editora New Harbinger, este livro de 200 páginas estabelece uma ponte entre a psicologia clínica e as vivências reais da comunidade queer, oferecendo um guia para a restruturação emocional, a auto-aceitação e a resiliência.
Thawer, psicoterapeuta e activista, recorre a várias abordagens terapêuticas (incluindo Terapia Cognitivo-Comportamental, Gestalt, teoria psicodinâmica e terapia sexual) para responder a uma necessidade urgente: dar ferramentas aos homens cis, trans e queer para enfrentarem um mundo que frequentemente os invisibiliza. Este guia não é apenas acerca de sobreviver, mas sim de atingirmos o nosso potencial máximo. Thawer convida os leitores a reflectirem sobre as suas experiências pessoais, enquanto desafia a opressão sistémica e interiorizada que afecta os homens queer em múltiplas dimensões: desde as micro agressões, à rejeição familiar. 

The Mental Health Guide for Cis and Trans Queer Guys” é mais do que um livro — é uma tábua de salvação. Ao combinar empatia com estratégias práticas, Thawer propõe um modelo de cura assente tanto na experiência vivida como no saber clínico. Para todos os que se preocupam com o bem-estar dos homens queer, esta obra é de leitura essencial — um apelo poderoso a viver de forma mais livre, plena e autêntica.

 

Maria Raposo

Source

Sex | 25.07.25

🌈 Falar é Poder: Por que “Sex Symbols” é um exemplo do que precisamos

Nelson Pradinhos

Consentimento, sexualidade e menstruação são alguns temas da série infantil ‘Sex Symbols’, na RTP Play. Programa, que pode ver à boleia da polémica remoção da educação sexual na disciplina de Cidadania, foi criado para pré-adolescentes que, quando vão à net saber de sexualidade, arriscam, sem querer, achar pornografia

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Carla, Mia, Hugo e Max são quatro amigos a entrarem na pré-adolescência que começam a ter as primeiras dúvidas sobre as suas mudanças físicas e a sua sexualidade. Este é o elenco da série de animação infantil Sex Symbols que pode ser vista e revista no site da RTP Play numa altura em que a educação sexual está a ferro e fogo após a remoção quase total deste capítulo no guião as aprendizagens essenciais para a disciplina de Cidadania e que está em consulta pública.

 

De entre a listagem (que pode aceder aqui), é possível ver gratuitamente dez episódios de sete minutos cada em que se discutem temas como consentimento, sexualidade, atração, primeiras mudanças, menstruação, estereótipos, complexos, beijos, igualdade de género e outros temas que pretendem ajudar crianças a compreenderem melhor o mundo da intimidade e que podem - e devem - ser vistos na companhia dos pais.

Por lá irá ver ovários e testículos que tiram dúvidas, cérebros que explicam de forma técnica e lúdica como se cora, como se sente atração, como acontecem as primeiras mudanças - da menstruação à chegada dos primeiros pelos - e de crianças que debatem os tratamentos sociais diferenciados que sentem por serem raparigas ou rapazes.

 

De origem espanhola e da autoria de Paloma Mora, a série que quis trazer a debate a “educação sexual e emocional através de animação e entretenimento” foi originalmente apresentada no festival de cartoons em Toulouse, França, em 2018, e em 2021 começou a estar disponibilizada.

Por cá, a animação já se estreou há muito, mas está disponível online na plataforma de streaming da estação pública e merece a atenção da família e debate posterior. “Nós percebemos que, a partir dos nove anos, as crianças começam a pesquisar sobre sexualidade. Na internet, no entanto, só encontram pornografia", justificou a autora da série aquando da apresentação. Por isso, a produtora quis criar um produto televisivo que contou com a participação de médicos especializados em educação sexual e planeamento familiar para encontrar os temas, o tom e as dúvidas que as crianças e jovens mais sentem.

A série, que não tem limite etário mínimo, “conta histórias em forma de comédia e de maneira natural, que é a linguagem perfeita para chegar aos jovens", justifica Paloma Mora.

Source

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🌈 Falar é Poder: Por que “Sex Symbols” é um exemplo do que precisamos

Numa altura em que a educação sexual está a ser silenciosamente afastada das escolas, encontrar projetos como a série infantil Sex Symbols é como descobrir uma lanterna no meio da escuridão. Uma lanterna que não só ilumina, mas que guia com leveza e responsabilidade os primeiros passos das crianças e jovens no mundo da intimidade, das emoções e do conhecimento do próprio corpo.

A série, disponível na RTP Play, consegue algo extraordinário: tratar de temas essenciais como consentimento, puberdade, menstruação, sexualidade ou igualdade de género com humor, empatia e verdade. Fá-lo com delicadeza e sensibilidade, respeitando o ritmo da infância, mas sem subestimar a sua inteligência.

Como autor, mas também como membro da comunidade LGBTQIA+ e como alguém que acredita profundamente no poder da educação, não posso deixar de aplaudir esta iniciativa. E de a recomendar. Não apenas aos mais novos, mas aos pais, educadores e adultos que ainda acreditam que falar é proteger.

Porque sim, é verdade: quando se cala a educação sexual nas escolas, quando se retiram temas como diversidade, identidade de género ou prevenção da gravidez e das ISTs, não se protege ninguém. Pelo contrário: expõem-se os jovens à desinformação, ao medo e ao preconceito. Muitas vezes, deixam-se ao abandono emocional.

O que Sex Symbols prova é que há outra forma de fazer diferente. Que é possível ensinar com afeto, com criatividade, com humor e rigor. Que podemos ajudar as crianças a crescer mais conscientes, mais informadas e, acima de tudo, mais livres — para conhecerem o corpo, os sentimentos, os limites e o respeito por si e pelos outros.

Seja num ecrã ou numa sala de aula, a educação sexual não é sobre sexo. É sobre empatia, saúde, autonomia e amor-próprio. É sobre mostrar aos mais pequenos que têm direito ao seu corpo, à sua voz, à sua verdade.

Ver esta série, falar sobre ela, partilhá-la… são gestos pequenos com impacto gigante. Porque cada conversa aberta com uma criança é uma semente plantada contra a ignorância e o preconceito.

📺 Sex Symbols não é apenas uma série — é uma ferramenta. E neste tempo de tanto ruído e medo, precisamos de mais pontes e menos muros. De mais coragem e menos silêncios.

Que nunca deixemos de falar. Que nunca deixemos de educar.


Nelson Pradinhos

Qua | 23.07.25

Quando a Fome Mata, a Humanidade Falha

Nelson Pradinhos

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É intolerável ser morto por procurar alimento para si e para os seus filhos.
É intolerável que alguém, em desespero, seja alvo de violência por tentar sobreviver.
É intolerável que, em pleno século XXI, o acesso a um pedaço de pão ou a um garrafão de água custe vidas.

A fome é uma arma. E usá-la como tal é um crime contra os Direitos Humanos.
Quando se bloqueiam corredores humanitários, quando se impede a chegada de ajuda, quando se castiga civis com a privação do essencial, não estamos a falar de política. Estamos a falar de crueldade.

Um cessar-fogo já não é apenas urgente.
É imperativo.

 

A guerra não pode justificar a destruição de tudo o que nos torna humanos.
A dignidade.
A compaixão.
O direito à vida.

 

A fome não é apenas a ausência de comida — é também o reflexo mais duro da indiferença.
E nós, enquanto sociedade, enquanto cidadãos, enquanto seres humanos, não podemos assistir em silêncio.

Hoje, levantamos a voz pelos que não conseguem falar.
Pelos que morrem à sombra do mundo.
Pelos que só queriam viver.

Porque isto não é apenas uma questão política. É uma questão de humanidade.
E a humanidade tem de imperar sobre a crueldade.

 Que nunca nos falte a coragem de dizer: basta.

 

Nelson Pradinhos

 

Ter | 22.07.25

Quando a Ideologia é o Silêncio: A Educação Sexual Está em Perigo

Nelson Pradinhos

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Num país onde as infeções sexualmente transmissíveis (ISTs) crescem de forma alarmante, onde a desinformação se espalha com facilidade, e onde metade dos jovens nunca falou de sexualidade com um adulto, o Governo decidiu: retirar a educação sexual da disciplina de Cidadania.

E o mais grave? Fê-lo em nome de uma suposta “libertação ideológica”.

 

Mas o que é mais ideológico do que o silêncio?

Com o novo plano curricular agora em consulta pública, desaparecem as referências explícitas à saúde sexual e reprodutiva, à identidade de género, à orientação sexual, à prevenção de ISTs ou à contraceção. Tudo o que estava previsto até aqui como aprendizagem obrigatória para alunos do ensino básico foi apagado.

O Governo recua, pressionado pelos setores mais conservadores e por partidos que sempre quiseram calar estas conversas nas escolas. O resultado? Um programa de Cidadania vazio nos temas em que mais precisávamos de conteúdo.

E quem perde com isto?

👉 Os jovens que vão crescer sem acesso a informação clara e científica.
👉 As raparigas que serão ainda mais vulneráveis a gravidezes não planeadas.
👉 As pessoas LGBTQIA+, que continuam a ser apagadas e silenciadas.
👉 A saúde pública, que continuará a pagar um preço muito alto.

 

Não há como dourar a pílula: esta decisão é um retrocesso perigoso.
E não é apenas sobre educação — é sobre direitos. Sobre saúde. Sobre o direito a saber.

Como pessoa gay, como autor, como alguém que acredita que a literatura (e a educação) deve abrir portas e não trancar ideias — não posso ficar em silêncio.

Já não estamos a falar apenas de programas escolares. Estamos a falar de valores.
E os meus valores dizem-me que é preciso educar para prevenir, ensinar para proteger e ouvir para respeitar.

 

A educação sexual não é um luxo.
Não é um “tema sensível” para decidir depois.
É uma urgência. E é um direito.

 

🌈 Ficar calado agora é pactuar com o medo.
Falar — aqui, nos blogs, nas escolas, nas redes sociais, em casa — é resistir.
E educar, sempre que possível, é cuidar.

Nelson Pradinhos

 

Ter | 22.07.25

Os Bancos da Igualdade Chegaram a Oeiras

Nelson Pradinhos

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Num tempo em que tanto se tenta apagar o que é diferente, um banco pintado com as cores do arco-íris pode parecer apenas um gesto simbólico. Mas é muito mais do que isso.

A Câmara Municipal de Oeiras pintou cinco bancos públicos com as cores da bandeira LGBTQIA+ — um gesto simples, mas poderoso, que nos convida a refletir, a respeitar e, acima de tudo, a acolher.

Cada um destes bancos é um lugar onde ninguém precisa de se encolher, esconder ou justificar quem é.
São bancos para todos. Sem exceção.

Do Palácio Ribamar ao Jardim de Santo Amaro, passando por Carnaxide, Porto Salvo e Queluz de Baixo, há agora em Oeiras um pequeno lembrete de que a igualdade se constrói também nos detalhes. Nos espaços que ocupamos. No que escolhemos tornar visível.

Como membro da comunidade LGBTQIA+, senti uma alegria ao saber desta iniciativa. Porque não é “apenas” tinta: é um recado à intolerância, uma forma de dizer “tu também pertences aqui”.

E mais do que um banco — é um espaço onde alguém pode parar, respirar, existir… sem medo.
E isso, hoje, continua a ser um ato de coragem.

 

🌈 “Ao sentar-se nestes bancos, senta-se num espaço de liberdade, empatia e igualdade. Porque todas as pessoas merecem um lugar onde possam simplesmente ser quem são.”

 

A luta contra a homofobia não se faz só com discursos. Faz-se com ações como esta.
Com bancos. Com gestos. Com a coragem de pintar a rua com todas as cores que nos compõem.

Parabéns, Oeiras. Que outras cidades sigam este exemplo.

 

Com orgulho e esperança,
Nelson Pradinhos

 

 

Dom | 20.07.25

Curiosidades sobre o Autor

Nelson Pradinhos

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Curiosidades sobre o autor de "Camila e a Aventura no Dia das Bruxas" 🎃
ou seja… eu! 😄

Porque cada detalhe também conta uma história…

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Tenho um cão chamado Kuri, que significa castanha em japonês.

 Vivo também com dois gatos: o Fofinho (sim, é mesmo fofinho!) e a Brownie, a mais elegante da casa.

São eles que preenchem os meus dias com ronrons, lambidelas e alguma travessura.

💙 Sou apaixonado por animais!
Mas… não me falem em insetos nem répteis, ok? 😅

Dois dos meus animais preferidos é o encantador panda vermelho e o golfinho.

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🌍 Adoro viajar! Os meus destinos de sonho?

Japão e Egito (dois mundos cheios de histórias que me fascinam!).

🎄 A minha época preferida do ano é o Natal — tal como era da minha irmã, com quem partilho muitas das memórias mais doces da vida.

🌸 Mas também adoro a Primavera, quando tudo floresce e as ideias parecem ganhar asas.

Pinto as unhas com orgulho — porque cor também é expressão.

Nos meus livros, há sempre espaço para quem se sente “diferente”, porque acredito que todos merecem sentir-se vistos e acolhidos.

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Tenho mais de 500 livros em casa… e não tenciono desfazer-me de nenhum! Cada um tem uma história — e não só a que está nas páginas.

Sou viciado em música e ando quase sempre de auriculares nos ouvidos (confesso: às vezes até a caminhar junto ao mar).

Adoro o som do violino e do piano — transportam-me para lugares inimagináveis e fazem nascer ideias novas.

A minha playlist? Viaja muito!

Costumo ouvir música em japonês, coreano, ucraniano, italiano, inglês, francês, mandarim, russo, grego, português/brasileiro, alemão, sueco… e por aí fora. A música, tal como a literatura, não conhece fronteiras.

🚫 Não gosto de pastilhas elásticas.
🥭 Mas adoro tudo o que leva maracujás!!!

 

Segue-me se quiseres descobrir o que há por trás das páginas, das canções que me inspiram e do universo das histórias que crio.

Segue-me para conheceres mais sobre os bastidores dos livros, os poemas que escrevo, os sonhos que cultivo e as cores com que gosto de viver.

 

Nelson Pradinhos

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