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Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Seg | 22.09.25

"No Silêncio"

Nelson Pradinhos

Escrevi mais este poema durante uma das sessões de quimioterapia da minha mãe.

Nestes momentos em que o tempo parece suspenso, as palavras tornam-se um refúgio — uma forma de transformar dor em amor e silêncio em presença.

Às vezes, não é no barulho do mundo que encontramos forças, mas no espaço quieto onde habitam as memórias e o amor que nunca nos abandona.

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Revivendo os dias escondidos,
Em memórias suaves, mas jamais perdidos.
E... conforme o tempo passa,
Os ecos do passado me levam à paz.

Juntam-se eles ao céu, num brilho sereno,
Onde o amor eterno torna tudo pequeno.
Estás aqui no meu silêncio, tão perto,
No coração guardado, no tempo aberto.

Cada suspiro traz a tua presença,
Em cada estrela vejo a tua essência.
Revivendo os dias que não terão fim,
Tu és a luz que vive em mim.

 

Autoria: Nelson Pradinhos e Estêvão Pradinhos

Instagram: @nelsonps.autor

Seg | 22.09.25

🍂 Chegou o Outuno!

Nelson Pradinhos

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🍂 O Outono chegou, e com ele a magia das folhas que caem e dos dias que pedem histórias quentinhas.

É a estação perfeita para abrir as portas da imaginação e mergulhar nas aventuras da Camila e dos seus amigos. 🦇🎃

Porque tal como o Outono nos ensina a renovar, também os livros nos lembram que cada página é uma nova cor a pintar no coração. 

 Já tens o teu exemplar de "Camila e a Aventura no Dia das Bruxas" para acompanhar as noites fresquinhas deste Outono?

👉 Já disponível no site da editora: www.meialonga.pt

E em livrarias como FNAC, Bertrand e Wook online

 

Seg | 22.09.25

"Os Diários do Cancro" de Audre Lorde

Nelson Pradinhos

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Terminei esta leitura que me tocou profundamente.
Audre Lorde abre-nos o coração e o corpo neste diário, escrito durante a sua experiência com o cancro da mama e a mastectomia. É um testemunho cru, honesto e poderoso sobre dor, medo, resistência e, acima de tudo, sobre vida.

Não é apenas um livro sobre doença — é sobre identidade, feminismo, corpo, racismo, autocuidado e a coragem de não se calar perante uma sociedade que tantas vezes prefere ignorar ou silenciar estas vozes.

A escrita de Lorde é como um soco e um abraço ao mesmo tempo: desafia-nos a pensar sobre as nossas próprias fragilidades, mas também nos dá a força de olhar para elas de frente.
É um livro duro, mas absolutamente necessário.

 

⭐ Classificação: 5/5

 

"Quero escrever fúria, mas só sai tristeza. Estamos tristes há tempo suficiente para fazer esta terra ou chorar ou tornar-se fértil. Sou um anacronismo, uma anomalia, como a abelha que nunca esteve destinada a voar. Assim declarou a ciência. Eu não devia existir. Carrego a morte no meu corpo como uma condenação. Mas vivo. A abelha voa. Deve haver uma forma de integrar a morte na vida, sem a ignorar nem ceder a ela."