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Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Sab | 04.10.25

Moda que apoia: Conchita Bijuteria x As Rosinhas 💗

Nelson Pradinhos

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Outubro é o mês em que o mundo se veste de rosa para lembrar a importância da prevenção e da luta contra o cancro da mama. É também o mês em que surgem iniciativas que unem criatividade, solidariedade e esperança — e este ano, uma delas merece todo o destaque.

A @conchita_bijuteria, conhecida pelo detalhe e pela originalidade das suas peças, juntou-se às @asrosinhas_, uma marca que dá voz e apoio às mulheres que enfrentam o cancro da mama, para criar algo verdadeiramente especial.

Desta parceria nasceu um acessório exclusivo, feito com amor e propósito. Mais do que uma peça de moda, ele carrega uma mensagem: parte da receita reverte a favor da Associação, contribuindo para sensibilizar, apoiar e fortalecer mulheres nesta dura batalha.

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Este projeto mostra-nos como a moda pode ir além da estética e transformar-se num veículo de empatia. Cada acessório é um símbolo de força, união e esperança. Comprar é, ao mesmo tempo, um gesto de estilo e de solidariedade.

Porque, no fundo, o que usamos pode também dizer quem somos — e, neste caso, pode dizer ainda mais: que acreditamos num futuro mais corajoso e humano.

 

www.asrosinhas.org

 

Sab | 04.10.25

Dia Mundial do Animal 🐾

Nelson Pradinhos

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O Dia Mundial do Animal celebra-se a 4 de outubro e é um momento para refletirmos sobre a importância que os animais têm nas nossas vidas — desde os nossos companheiros de quatro patas até às espécies selvagens que habitam o planeta connosco.

É um dia que nos lembra que cada animal merece respeito, proteção e cuidado. Não se trata apenas de amar os nossos cães ou gatos, mas também de reconhecer que todos os seres vivos têm um papel fundamental no equilíbrio da Terra.

Infelizmente, este também é um dia que expõe a outra face da realidade: o abandono, os maus-tratos, a destruição dos habitats e a exploração. Em Portugal, milhares de animais continuam a ser deixados nas ruas todos os anos, muitos deles precisamente no verão, quando as famílias partem de férias.

Mas o Dia Mundial do Animal também é um convite à ação:

 

Adotar em vez de comprar 🐶🐱;

Apoiar associações e abrigos locais;

Contribuir para a preservação das espécies ameaçadas;

Educar os mais novos sobre o respeito pelos animais.

 

Os animais ensinam-nos sobre amor incondicional, lealdade e companheirismo. Quem tem um animal sabe que eles não pedem muito: apenas cuidado, carinho e presença.

Hoje, mais do que celebrar, é preciso lembrar que o bem-estar dos animais é também o bem-estar da humanidade. Porque cuidar deles é cuidar da vida. 

 

Sab | 04.10.25

"Frankie – Um Gato e o Sentido da Vida" de Jochen Gutsch , Maxim Leo

Nelson Pradinhos

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 Richard, um homem despedaçado pela dor da perda, à beira de desistir da vida, cruza-se com um gato de rua — Frankie — que, tal como ele, viveu nas sombras. E a partir desse encontro improvável, ambos começam a reaprender a viver. A premissa é simples mas poderosa.

 

O que gostei:

A relação entre Richard e Frankie — há algo de mágico em ver um gato transformar a vida de alguém que já não tinha esperança.

A leveza e o humor que o gato traz, mesmo em momentos difíceis. Porque rir em meio à dor é um ato de coragem.

As reflexões simples mas profundas sobre amizade, sentido de vida, solidão e reconexão.

A forma como o livro mostra que, às vezes, a mudança vem de fora — de alguém (ou algo) inesperado — que nos obriga a olhar para dentro.

 

 O que me deixou com sentimentos mistos:

O livro é relativamente curto, e acho que alguns temas complexos poderiam ter sido mais explorados.

Há passado de Richard que ficou meio à sombra; senti falta de conhecer mais da sua vida antes da tristeza para entender melhor a sua dor.

Frankie, embora adorável, é quase perfeito demais no papel de curador de almas — às vezes a sua presença parece demasiado boa para ser real.

 

 A mensagem final:

Apesar dos meus reparos, acredito que este livro faz algo essencial: lembrar que nunca somos tão perdidos que não possamos ser encontrados. Apesar da tristeza, da culpa, do silêncio que pesa — há sempre uma porta aberta, uma luz suave, uma presença inesperada que pode reavivar o querer viver.

Para mim, Frankie é um bom livro para os tempos em que precisamos de conforto, de palavras que nos façam acreditar que, mesmo no inverno da alma, pode haver calor. E que um bichinho, um gesto simples, pode ser o gatilho que nos leva de novo à vida.

 

⭐ Classificação: 4 / 5