Morreu Baek Sehee, autora de "Quero Morrer, mas Também Quero Comer Tteokbokki"

Hoje recebemos a triste notícia de que Baek Sehee, autora de "Quero Morrer, Mas Também Quero Comer Tteokbokki" (em inglês I Want to Die but I Want to Eat Tteokbokki), faleceu aos 35 anos.
Embora a causa da morte ainda não tenha sido divulgada publicamente, sabe-se que, após o seu falecimento, ela doou órgãos que salvaram cinco vidas — coração, pulmões, fígado e rins.
Baek Sehee ficou conhecida por ter documentado, com honestidade e simplicidade comovente, o seu percurso com a distimia, um tipo persistente de depressão, através de conversas com o seu psiquiatra e ensaios pessoais.
Uma voz que permaneceu:
Para quem leu o seu livro (como é o meu caso), esta notícia traz uma mistura de tristeza e respeito profundo.
Baek transformou o que muitos sentem em silêncio — o peso das emoções que não se sabe expressar, a luta constante para seguir — em palavras que muitos puderam reconhecer como suas.
Seu livro não era um manual de cura, nem oferecia soluções mágicas. Ele era um espelho para quem luta, uma mão estendida no escuro, uma voz que dizia: “Você não está sozinho.”
Sua coragem em expor fragilidade foi também fonte de força para muitos leitores ao redor do mundo.
Legado e lembrança:
Seu livro tem sido traduzido em diversos países, alcançando leitores além da Coreia, e ajudando a normalizar conversas sobre saúde mental.
Ela se tornou símbolo de vulnerabilidade reconhecida, lembrando-nos da importância de falar, partilhar, ouvir — sobretudo quando a dor é interior.
A generosidade dela ficou evidente também em seu ato final: a doação de órgãos foi um gesto concreto de amor — de transformar um fim em nova vida para outros.
Palavra final:
Estou triste com esta partida.
Mas mais do que chorar, quero que o que ela escreveu continue a ser lido, discutido, compartilhado.
Que sirva de consolo para quem sente o peso do silêncio e de lembrete de que vulnerabilidade não é fraqueza — é humanidade.
Baek Sehee, que descanse em paz. E que sua voz ecoe, ainda, nos corações que precisam de palavras que digam: “Mesmo quando tudo dói, ainda vale a pena tentar existir.”



