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Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Sab | 01.11.25

🎗️ Milhares de voluntários recolhem donativos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro

Nelson Pradinhos

Liga Portuguesa Contra o Cancro inicia hoje peditório nacional – Campeão  das Províncias

Até ao próximo domingo, Portugal veste-se de solidariedade. De Norte a Sul do país, cerca de 20 mil voluntários estão nas ruas, nas praças e junto das comunidades a recolher donativos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) — uma das campanhas mais emblemáticas e necessárias do nosso calendário solidário.

A tradicional caixa azul, símbolo da esperança e da entreajuda, volta este ano com um sistema de selagem reforçado, garantindo ainda mais segurança e transparência no processo. Mais do que uma caixa, ela representa um gesto coletivo de apoio a todos os que enfrentam o cancro — doentes, famílias e cuidadores.

 

💜 Para onde vão os donativos?

Segundo Vítor Veloso, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o valor angariado — que ronda os 2 milhões de euros por ano — é canalizado diretamente para o apoio aos doentes oncológicos mais carenciados. Isso inclui ajuda em despesas básicas como renda, eletricidade, água, alimentação, transporte e medicação.

No ano passado, a Liga apoiou quase 22 mil pessoas, garantindo que ninguém lutasse sozinho contra a doença. Além disso, foram realizadas mais de 400 mil mamografias de rastreio, um passo essencial na prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.

 

Mais do que um peditório — um movimento de esperança

Este gesto simples, de colocar uma moeda ou nota na caixa azul, traduz-se em muito mais do que números. É um ato de empatia, um contributo para a humanização dos cuidados oncológicos, e uma forma de garantir que os Centros de Dia e as valências de apoio da Liga possam continuar a oferecer conforto, dignidade e acompanhamento emocional a quem mais precisa.

 O peditório decorre até domingo, e todos podemos participar — seja nas ruas, online ou através das campanhas digitais da LPCC.

 

Cada gesto conta. Cada euro é um abraço.
A luta contra o cancro faz-se todos os dias, mas é nos gestos como este que o amor e a solidariedade se tornam cura.

 

🔗 Mais informações e donativos online:
www.ligacontracancro.pt

 

 

Sab | 01.11.25

🎃 A Verdadeira Camila e a Magia do Halloween

Nelson Pradinhos

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Este Halloween foi ainda mais especial! 

A verdadeira Camila — que inspirou o meu livro “Camila e a Aventura no Dia das Bruxas” — vestiu-se de bruxinha para celebrar o dia na creche, e foi pura doçura e magia.

Ver a Camila com o seu chapéu pontiagudo, o sorriso traquina e o olhar curioso foi como ver as páginas do livro ganharem vida. 🪄
Cada gesto, cada gargalhada, cada pozinho de encantamento — tudo lembrava a pequena protagonista que, no livro, descobre que o Halloween é mais do que abóboras e feitiços: é sobre amizade, imaginação e coragem para acreditar na magia.

Este momento tão especial encheu-me o coração e fez-me recordar o porquê de ter escrito esta história: porque todas as crianças merecem sentir que há magia nos pequenos gestos e aventura em todos os dias.

 Se ainda não conheces o livro “Camila e a Aventura no Dia das Bruxas”, ele está disponível através da Editora Meia Longa — uma história cheia de feitiços, gargalhadas e sonhos que fazem acreditar que o Halloween pode durar o ano inteiro.

 Deixa-te encantar pela Camila, pela sua aventura e pela magia que só os livros conseguem criar!

🧹🎃 Abracadabra!
Que a imaginação voe e a magia nunca acabe!

 

👉 Já disponível no site da editora: www.meialonga.pt

E em livrarias como FNAC, Bertrand e Wook online

 

Sab | 01.11.25

O meu livro chegou ao YouTube! ✨

Nelson Pradinhos

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É com muita alegria que partilho uma novidade especial: O meu livro chegou ao YouTube!
A leitura é feita pela talentosa Patrícia Flores, minha colega da Editora Meia Longa e também autora do encantador livro “Gonçalo e a Magia Fora dos Ecrãs”.

Podem encontrar o vídeo no canal de YouTube “Um, Dó, Li, Tá”, um espaço cheio de criatividade e ternura dedicado à literatura infantil.

A Patrícia é também criadora do Podcast Infantil “Um, Dó, Li, Tá”, onde, todas as semanas, partilha uma nova história original escrita por si.


🎧 Pode ouvir o podcast no spotify, no YouTube, ver e ouvir o vídeo completo da leitura do meu livro.

Ouvir o meu texto ganhar voz, emoção e ritmo foi uma experiência única.
Há qualquer coisa de mágico em escutar as palavras ganharem vida pela voz de outra autora que também acredita, como eu, que a literatura é para ser sentida — não apenas lida.

A Patrícia deu alma e ternura às minhas palavras, e tenho a certeza de que vão adorar esta nova forma de conhecer a história.
É uma maneira diferente de chegar a leitores de todas as idades — e, quem sabe, de acompanhar um momento de pausa, uma viagem ou uma tarde mais tranquila. 

🎧 Podem ouvir e ver o livro no canal de YouTube “Um, Dó, Li, Tá” — e descobrir um universo cheio de histórias e imaginação.


Prometo que será uma viagem doce, mágica e cheia de emoção.

Muito obrigada à Patrícia por esta parceria tão bonita e à Editora Meia Longa por continuar a acreditar na importância de espalhar histórias com coração. 

 

Sab | 01.11.25

“O Outono que Espirrava Folhas: O Segredo das Bolachas Mágicas”

Epílogo: O Último Espirro do Outono

Nelson Pradinhos

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O bosque adormeceu devagar, embalado pelo cheiro doce das bolachas e o riso das folhas.

            A lua, redonda e brilhante, parecia sorrir lá no alto, guardando o segredo daquela noite.

            Falco espreguiçou-se junto ao forno e murmurou:

            — Parece que o Halloween voltou a ser o que devia ser… uma festa de histórias, gargalhadas e partilhas.

            Samuel lambeu os dedos, ainda cheios de migalhas.

            — E de bolachas, não te esqueças!

            O Outono riu-se, e o seu riso misturou-se com o vento.

            Desta vez, não espirrou. Apenas soprou uma brisa leve que fez as árvores dançarem.

            — Feliz Halloween, meus amigos — disse ele. — Que o vento leve doçura a quem mais precisa.

            E lá ficaram os três — o rapaz que espalhava folhas, o zombie de sorriso torto e o gato sábio — a acenar para o céu, enquanto o bosque se enchia de risos, cheiros e magia.

            A lua piscou o olho…

            As folhas rodopiaram…

            E o Bosque Douramel voltou a adormecer, contente.

 

:::

Convido-te a ler, sentir e partilhar a tua opinião nos comentários:
✨ O que mais te encantou?
🍪 Qual foi a tua parte favorita?
💭 E o que mudarias, se fosses tu a soprar o vento desta história?

As tuas palavras ajudam esta aventura a crescer — como folhas novas a nascer no coração do bosque.
Obrigada por caminhares comigo nesta estação de magia e imaginação.

Com carinho,
Nelson Pradinhos

 

Sab | 01.11.25

“O Outono que Espirrava Folhas: O Segredo das Bolachas Mágicas”

Capítulo 6 – "O Sabor da Magia"

Nelson Pradinhos

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O cheiro a abóbora espalhou-se pelo bosque, doce e quente, como um abraço.

            O Outono e Samuel sentaram-se diante do Forno da Meia-Lua, com as bolachas fumegantes à frente.

            A lua brilhava redonda no céu, e o vento parecia respirar devagar, como se também quisesse saborear aquele momento.

            Samuel olhou para as bolachas com olhos de quem vê um tesouro.

            — Achas que têm mesmo magia?

            Falco ergueu uma sobrancelha felina.

            — A única maneira de saber… é provando.

            O zombie não esperou dois segundos.

            Meteu uma bolacha inteira na boca e, por um instante, ficou imóvel, de olhos muito abertos.

            Depois começou a rir.

            — É doce! Tal como me lembrava! Mas também sabe a vento, e a luar, e a qualquer coisa que faz cócegas no coração!

            O Outono deu uma dentada na sua.

            O sabor era suave, quente e familiar — como um dia de sol disfarçado no meio do frio.

            — Sabe a amizade, — disse ele, sorrindo.

            Falco ronronou, satisfeito.

            — Então a magia funcionou. O riso voltou ao bosque, e o forno está outra vez desperto.

            De repente, algo brilhou entre as folhas.

            Uma pena branca desceu lentamente, dançando ao sabor do vento, e pousou nas mãos do Outono.

            Ela cintilava com reflexos dourados, como se tivesse guardado um pedaço da lua.

            O rapaz ficou a observá-la em silêncio.

            — Baltazar… — murmurou. — Será que foi ele quem nos guiou até aqui?

            Falco inclinou a cabeça, pensativo.

            — Os corvos lembram-se de tudo o que o vento lhes conta. Talvez ele tenha deixado essa pena como lembrança… ou como agradecimento.

            O Outono sorriu e guardou a pena no bolso do seu casaco de vento.

            — Então nunca mais me vou esquecer desta noite.

            O bosque pareceu responder.

            As árvores balançaram suavemente, espalhando folhas douradas em redemoinhos.

            Pequenas luzes flutuaram no ar — algumas pareciam pirilampos, outras, risadas transformadas em brilho.

            Samuel levantou o olhar e apontou para o céu.

            — Olhem!

            Entre as nuvens, a lua parecia sorrir.

            Por um instante, todo o Bosque Douramel se encheu de uma luz prateada, e as sombras dançaram como se comemorassem uma festa invisível.

            — É o Halloween, — disse Falco, com voz serena. — A noite em que as histórias acordam e os corações lembram o que é ser criança.

            O Outono respirou fundo.

            — Então é isso o sabor da magia.

            — E da amizade, — acrescentou Samuel, erguendo uma bolacha.

            Falco juntou-se a eles, piscando o olho.

            — Feliz Halloween, meus pequenos padeiros do impossível.

            Riram-se os três, e o riso misturou-se ao vento.

            As folhas dançaram em espirais douradas, e o bosque inteiro pareceu rir com eles.

            O Outono espirrou uma última vez —

            — Atchimm! — e o vento levou o espirro pelo ar, espalhando folhas e gargalhadas.

            Naquela noite de Halloween, o vento não levava apenas folhas — levava amizade, riso e o perfume doce da magia que nunca se apaga.

 

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✨ O que mais te encantou?
🍪 Qual foi a tua parte favorita?
💭 E o que mudarias, se fosses tu a soprar o vento desta história?

As tuas palavras ajudam esta aventura a crescer — como folhas novas a nascer no coração do bosque.
Obrigada por caminhares comigo nesta estação de magia e imaginação.

Com carinho,
Nelson Pradinhos