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Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Dom | 02.11.25

Séries que Terminei de Assistir em Outubro

Nelson Pradinhos

Outubro foi um mês repleto de emoções no ecrã. Entre reencontros, introspeções e narrativas que celebram a diversidade e o amor em todas as suas formas, deixo aqui as minhas séries favoritas do mês — cada uma delas deixou-me um pouco diferente de quem era antes de as começar.

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I’ll Turn Back This Time — ⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)

Uma história comovente sobre segundas oportunidades e a coragem de enfrentar o passado. Esta série fez-me pensar no poder do arrependimento e na beleza de tentar outra vez — com mais maturidade, mais amor e menos medo. A cinematografia é deslumbrante e a química entre as personagens é simplesmente magnética.

 

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🌸 Cherry Blossoms After Winter — ⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)

Delicada, romântica e profundamente emocional. É uma série sobre o florescer do amor após tempos frios — literal e metaforicamente. A relação entre os protagonistas é retratada com tanta ternura que é impossível não sorrir (e chorar um bocadinho). Um verdadeiro abraço visual e emocional.

 

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Bara Sex — ⭐⭐⭐⭐ (4/5)

Mais ousada e provocadora, esta série surpreendeu-me pela honestidade com que fala sobre desejo, identidade e vulnerabilidade. Não é apenas sobre sexo — é sobre o que significa ser autêntico, mesmo quando o mundo julga.

 

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Cherry Magic! (Versão Tailandesa) — ⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)

Uma adaptação encantadora e calorosa que conseguiu captar toda a doçura e magia da história original, com um toque cultural muito próprio. Há algo de tão genuíno nesta versão que nos faz acreditar novamente na bondade e no amor puro.

 

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🌈 Prisma — ⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)

Uma das séries mais intensas e poéticas sobre identidade, juventude e descoberta pessoal. Prisma é uma reflexão profunda sobre o que significa crescer — e crescer sendo diferente. Visualmente deslumbrante, emocionalmente honesta.

 

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Olympo — ⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)

Surpreendente, criativa e visualmente arrebatadora, Olympo mistura mitologia e modernidade de forma inteligente e poderosa. É uma série sobre deuses, mas fala, acima de tudo, daquilo que é profundamente humano — o desejo, a queda e a redenção.

 

Conclusão:

Outubro foi um mês cinematograficamente brilhante — uma mistura de doçura, introspeção e intensidade. Cada uma destas séries, à sua maneira, falou sobre o amor: o romântico, o próprio, o perdido e o reencontrado.

💭 E tu, que séries te marcaram este mês?

 

 

 

Dom | 02.11.25

🎨 Governo cria Prémio Nacional de Banda Desenhada com 30 mil euros

Nelson Pradinhos

Governo cria Prémio Nacional de Banda Desenhada com 30 mil euros

A banda desenhada portuguesa acaba de ganhar um novo e importante reconhecimento. O Governo anunciou a criação do Prémio Nacional de Banda Desenhada, uma distinção anual com o valor de 30 mil euros, destinada a celebrar o talento, a criatividade e a relevância cultural dos autores que se destacam nesta arte cada vez mais valorizada dentro e fora do país.

 

Um marco para a nona arte em Portugal

A criação deste prémio representa um passo significativo na valorização da banda desenhada (BD) enquanto expressão artística e literária. A BD, durante décadas vista como entretenimento juvenil, tem vindo a afirmar-se como uma poderosa forma de narrativa visual, explorando temas complexos e universos variados — da crítica social à memória histórica, da ficção científica à poesia ilustrada.

Com este galardão, Portugal junta-se finalmente a outros países europeus que há muito reconhecem a importância desta linguagem artística única, como França ou Bélgica, onde a banda desenhada é parte integrante da identidade cultural.

 

Um incentivo aos criadores e à indústria editorial

 

O Prémio Nacional de Banda Desenhada pretende não apenas distinguir o mérito artístico, mas também estimular a produção nacional e apoiar os profissionais da área — argumentistas, ilustradores e editores — que, muitas vezes, enfrentam dificuldades de visibilidade e financiamento.

O valor do prémio, 30 mil euros, coloca-o entre os mais relevantes no panorama cultural português e demonstra uma aposta clara na cultura contemporânea e na valorização das artes visuais.

 

Mais do que prémios: uma afirmação cultural

Nos últimos anos, Portugal tem assistido a um renascimento da BD, com autores e editoras a conquistarem leitores em feiras internacionais, como o Festival de Angoulême, e a lançarem obras que cruzam fronteiras e géneros.
Nomes como Ricardo Cabral, Filipe Melo, Marco Mendes, Susa Monteiro e Joana Afonso têm contribuído para elevar a BD portuguesa a um patamar de excelência.

Este novo prémio surge, assim, como um reconhecimento merecido e uma inspiração para as gerações futuras de artistas que encontram, na combinação entre palavra e imagem, um espaço para criar, refletir e emocionar.

 A banda desenhada é literatura, é arte e é memória — e finalmente, o país parece pronto para lhe dar o lugar que sempre mereceu.