🌈 Portugal entre os seis países com lei contra o bullying LGBTI+, revela relatório da ILGA World

Numa altura em que o discurso de ódio e a violência contra pessoas LGBTQIA+ continuam a crescer em várias partes do mundo, há também motivos para esperança — e Portugal surge como um exemplo positivo.
De acordo com o mais recente relatório da ILGA World (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo), Portugal é um dos apenas seis países das Nações Unidas com legislação específica que protege alunos LGBTI+ do bullying.
Apenas Andorra, Finlândia, Grécia, Holanda, Espanha e Portugal possuem leis que abordam diretamente a discriminação e o assédio motivados pela orientação sexual, identidade e expressão de género e pelas características sexuais.
O que diz a lei portuguesa:
A ILGA World destaca dois instrumentos centrais da legislação portuguesa:
O Estatuto do Aluno e Ética Escolar, que proíbe qualquer forma de discriminação com base na orientação sexual e identidade de género, garantindo o direito de todos os estudantes a serem tratados com respeito e dignidade.
A Lei da Autodeterminação da Identidade e Expressão de Género, que obriga as escolas a implementar medidas concretas para combater a exclusão, a violência e a discriminação em contexto educativo.
Estas leis reforçam o compromisso do Estado português em promover ambientes escolares seguros e inclusivos, onde cada criança e jovem possa aprender sem medo de ser quem é.
O cenário global:
O relatório da ILGA World, que analisa políticas públicas em mais de 170 países, revela um dado preocupante:
“Quatro em cada cinco países no mundo não têm qualquer proteção legal para jovens LGBTI+ em contexto escolar.”
Dos 193 Estados-membros da ONU, apenas 40 mencionam em lei a proibição do bullying motivado por orientação sexual ou identidade de género.
Mesmo entre esses, as proteções são muitas vezes parciais ou desiguais, como acontece nos Estados Unidos, Reino Unido, Itália e Canadá, onde a aplicação da lei varia consoante a região.
Em contrapartida, países como Hungria e Bulgária vivem hoje um cenário de retrocesso, com leis contraditórias e um crescente clima de insegurança jurídica para as pessoas LGBTQIA+.
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As escolas são espaços fundamentais na formação da identidade e autoestima dos jovens. A ausência de proteção legal ou de políticas inclusivas aumenta o risco de exclusão, abandono escolar e problemas de saúde mental entre estudantes LGBTQIA+.
Ter uma legislação que reconhece e combate o bullying não é apenas uma vitória jurídica — é um passo decisivo na construção de uma sociedade mais justa, empática e igualitária.
Portugal, ao lado de poucos outros países, mostra que é possível transformar o respeito pela diversidade em política pública — e, sobretudo, em cultura de cuidado e solidariedade.
Mensagem a reter:
A ILGA World recorda que a educação inclusiva é um pilar essencial dos direitos humanos.
Combater o bullying LGBTI+ é proteger vidas, criar empatia e promover um futuro em que todas as pessoas possam crescer em segurança, liberdade e amor.
