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Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Onde o Mar Encontra as Palavras

Entre silêncios, memórias e aquilo que ainda quero dizer

Dom | 23.11.25

Profissionais de saúde LGBTQ+ continuam a enfrentar discriminação no trabalho — e os números são alarmantes

Nelson Pradinhos

Estudo do CES expõe discriminação contra profissionais LGBTQ+ na saúde

Apesar dos avanços na legislação e no reconhecimento de direitos, a discriminação contra pessoas LGBTQ+ continua presente onde menos deveria existir: nos serviços de saúde.
Um novo estudo do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, divulgado esta quinta-feira, revela uma realidade que não pode ser ignorada.

 

 Quase metade sofreu discriminação — e quase metade assistiu a outras situações

O estudo, realizado no âmbito do projeto PULSAR — O papel de profissionais LGBTQ+ para uma saúde inclusiva, coordenado pela investigadora Mara Pieri, reuniu respostas de 178 profissionais de saúde: enfermeiros, médicos especialistas, médicos internos e técnicos de diversas áreas.

As conclusões são preocupantes:

47% afirmam ter sofrido pelo menos um episódio de discriminação no trabalho.

Foram relatados casos de ameaças, insultos, comentários homo ou transfóbicos e até impedimentos de desempenhar funções.
 Um exemplo marcante: um enfermeiro gay foi proibido de cuidar de jovens do sexo masculino.

49% presenciaram discriminação dirigida a colegas.

83% ouviram piadas homofóbicas ou ofensivas em contexto laboral.

A discriminação não depende sequer de alguém revelar a sua identidade:
mesmo protegidos pelo silêncio, muitos profissionais são afetados por comentários dirigidos a “terceiros” — uma homofobia difusa que se infiltra no ambiente de trabalho.

 

Ser LGBTQ+ no setor da saúde é uma fonte de stress

Mais de metade dos participantes — 53% — afirmam que a sua identidade LGBTQ+ é uma fonte de stress contínuo.
Os motivos mais apontados:

preconceito e estigma persistentes,

desconhecimento,

falta de formação,

ambientes de trabalho que não promovem segurança nem inclusão.

E isto tem impacto direto na saúde mental de quem passa os dias a cuidar da saúde dos outros.

 

Serviços de saúde ainda não respondem às necessidades LGBTQ+

Mais de 50% dos profissionais dizem que o seu local de trabalho não está preparado para receber utentes LGBTQ+.
E 73% defendem que é urgente implementar formação obrigatória sobre estas temáticas para todos os profissionais.

Segundo Mara Pieri, a falta de visibilidade agrava o problema:
muitos não se sentem em segurança para revelar a sua identidade, o que reforça a falsa perceção de que “não existem profissionais LGBTQ+” no setor — e, portanto, de que não é necessário criar medidas inclusivas.

É um ciclo de silêncio que protege o preconceito e prejudica tanto trabalhadores como doentes.

 

🌈 Inclusão não é um detalhe — é uma necessidade estrutural

Este estudo deixa claro que há um longo caminho a percorrer para garantir ambientes de trabalho seguros, dignos e respeitosos para todos os profissionais de saúde.
A mudança começa com formação, mas também com políticas institucionais, mecanismos de denúncia eficazes e uma cultura organizacional que não tolere qualquer forma de discriminação.

Porque profissionais de saúde LGBTQ+ merecem trabalhar sem medo.
Porque utentes LGBTQ+ merecem ser atendidos por equipas que compreendem e respeitam a sua realidade.
Porque a saúde só é verdadeiramente universal quando é inclusiva.

 

Dom | 23.11.25

Café Joyeux chega ao Norte — e abre pela primeira vez num centro comercial

Nelson Pradinhos

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O Norte ganhou hoje um novo espaço onde a inclusão é servida à mesa. O Café Joyeux, projeto solidário que emprega jovens adultos com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento, acaba de abrir o seu sexto espaço em Portugal — e marca duas estreias: é o primeiro no norte do país e o primeiro instalado num centro comercial.

A inauguração decorreu este sábado, dia 23 de novembro, no NorteShopping, em Matosinhos, e contou com a presença de representantes da Associação VilacomVida, do fundador da marca e da secretária de Estado da Ação Social e Inclusão.

 

Uma marca que nasceu para incluir

Criado em França há oito anos, o Café Joyeux tem uma missão simples, mas profundamente transformadora:
integrar no mercado de trabalho jovens adultos com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento, oferecendo-lhes formação, autonomia, estabilidade e um ambiente de trabalho onde a diferença é celebrada.

Portugal foi o primeiro país a acolher o conceito além-fronteiras, em 2021, através da Associação VilacomVida, que desde 2016 trabalha na criação de oportunidades reais para pessoas com necessidades específicas.

 

Seis espaços, uma mesma missão

Com esta abertura no NorteShopping, Portugal passa a ter seis Cafés Joyeux:

Lisboa – São Bento

Lisboa – Telheiras

Cascais

Ageas (espaço interno)

Nova SBE (espaço interno)

Matosinhos – NorteShopping (novo)

Durante a celebração do primeiro aniversário do café de São Bento, Filipa Pinto Coelho, presidente da VilacomVida, já anunciava a ambição de chegar a “toda a parte” até 2026. Este passo no Norte é mais um tijolo na construção dessa visão.

 

 Uma inauguração com significado

A abertura contou com a presença de:

Clara Marques Mendes, secretária de Estado da Ação Social e Inclusão

Yann Bucaille, fundador e CEO do Café Joyeux

Filipa Pinto Coelho, presidente da VilacomVida e diretora executiva do Café Joyeux Portugal

Um momento simbólico para celebrar a expansão do projeto e reforçar a importância da inclusão como prática diária — e não apenas como ideal.

 

Um café onde cada gesto importa

No Café Joyeux, cada pedido, cada mesa servida e cada sorriso partilhado têm um impacto direto:
ajudam a construir um mercado de trabalho mais justo, mais humano e mais representativo.

No NorteShopping, a partir de hoje, um café pode ser muito mais do que uma pausa — pode ser um gesto de apoio a um futuro mais inclusivo.

 

Dom | 23.11.25

Mais séries que vi nestes dias de novembro — emoções à flor da pele e novas favoritas

Nelson Pradinhos

Novembro continua imparável no que toca a boas séries! Entre reencontros, romances inesperados, histórias profundas e finais que nos deixam com o coração apertado, este mês tem sido uma verdadeira viagem emocional.
Aqui fica mais uma parte da minha lista — porque quando começo, não paro até ver tudo o que me desperta curiosidade.

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⭐ Unknown — 5 em 5 estrelas

Uma surpresa maravilhosa. Uma série envolvente, emocional e muito bem construída, daquelas que agarram desde o primeiro episódio. Personagens cativantes, ritmo perfeito e uma história que nos deixa a pensar. Gostei de tudo — absolutamente cinco estrelas.

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⭐ Kiseki Chapter 2 — 3,5 em 5 estrelas

Um capítulo que acrescenta à história, mas não tanto quanto eu esperava. Mantém o charme da série principal, mas perde-se um pouco no ritmo. Ainda assim, vale a pena ver pelas emoções sinceras e pela ligação entre as personagens.

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⭐ Season of Love in Shimane — 4 em 5 estrelas

Um romance sereno, aconchegante e cheio de paisagens lindas. A série tem aquele toque suave que só o Japão sabe dar — um enredo simples, mas carregado de sentimentos. Uma história doce sobre encontros, tempo e cura.

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⭐ The Miracle of Teddy Bear — 5 em 5 estrelas

Amei. Amei. Amei.
Uma narrativa épica, emocional e profunda, com camadas que se vão revelando lentamente. A série é lindíssima, com mensagens fortes sobre amor, perda, recomeço e identidade.
Mas o final… ai, o final. 💔
Perfeito na narrativa, doloroso para o coração. Fiquei triste, mas ainda assim rendido à beleza desta história.

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⭐ Kiseki: Dear To Me — 5 em 5 estrelas

Uma das minhas séries favoritas do mês! A conexão entre os protagonistas é genuína e a história é incrivelmente viciante. Um equilíbrio perfeito entre drama e romance — daqueles enredos que queremos ver de uma vez só.

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⭐ Jun & Jun — 5 em 5 estrelas

Encantadora, divertida e cheia de química. Jun & Jun é leve, mas cativante, com um ritmo rápido e personagens muito bem trabalhados. O tipo de série que faz sorrir, suspirar e querer mais episódios.

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⭐ Futtara Doshaburi (When It Rains, It Pours) — 5 em 5 estrelas

Uma joia inesperada.
Intimista, sensível e com uma aura melancólica maravilhosa, esta série fala sobre encontros no tempo certo — ou errado — e sobre como a chuva pode ser cenário de começos e reconciliações.
Amei cada detalhe. Um verdadeiro mimo.

 

💛 Conclusão:

Novembro está a ser um mês cheio de histórias que tocam, confortam e emocionam. Há séries que nos fazem rir, outras que nos fazem chorar, e algumas que simplesmente nos lembram porque é que adoramos tanto acompanhar estas narrativas.

E o mês ainda não acabou — o que significa que vêm aí mais títulos, mais emoções e mais reviews.